11 de julho de 2011

     Final de período é sempre uma confusão, a galera estudando loucamente para as provas finais e recorrendo a todos os santos possíveis para não ter que adiar a ida para casa por conta da VS.
    Felizmente encontramos tempo não só para estudar mas também para agradecer aos nossos queridos professores que se entregaram tanto a ponto de aceitarem trabalhar durante este período "de graça".
Essa primeira experiência no PURO foi maravilhosa, tivemos ótimas aulas e professores que se tornaram também bonn amigos e por isso, mesmo com tão pouco tempo de convívio já vão deixar saudade.


   


   Nessa nossa última semana de aulas assistimos também a um documentário feito na década de 70 no qual aparecem as primeiras imagens de dentro de um hospital psiquiátrico. O filme tem aproximadamente 30 min de duração e acaba sendo um pouco pesado por mostrar uma realidade tão cruel vivida dentro desses hospitais. Infelizmente as cenas apresentadas ainda se repetem em muitos hospitais espalhados pelo Brasil por isso vale a pena assistir para que aqueles que desconhecem a vida que esses pacientes precisam enfrentar possam tomar consciência para que possamos fortalecer o movimento contra essas instituições.
O documentário se chama "Em nome da razão" e foi feito por Helvécio Rattom.


  Bem, com o fim do período findam também as postagens mas semestre que vem
volto para continuar contando sobre minhas experiências agora não mais como caloura! Boas férias e até agosto!!


19 de junho de 2011

Dica de leitura

     Ir para longe de casa para estudar, se afastar da família e de todos os mimos e carinhos recebidos não é uma tarefa muito fácil, muitas pessoas acabam desistindo da faculdade por se achar incapaz de suportar essa distância que realmente, não é fácil. Mas, para ajudar a distrair nesses momentos “deprê” trouxe a primeira dica de leitura do blog. É o livro de Michel Foucault “Vigiar e Punir” que comecei a ler por conta de algumas aulas sobre sociedade disciplinar e panoptismo que adorei.




    Em sua obra, Foucault fala sobre o sistema prisional fazendo uma análise sobre punição e vigilância e as mudanças do sistema penal e prisional. Ele divide a obra em quatro capítulos: Suplício, Punição, Disciplina e Prisão. A leitura flui de forma muito agradável e por isso acho uma dica válida para unir estudo + lazer, sem contar que ajuda a distrair naqueles dias em que a saudade está demais.


Corre para a biblioteca e vai ler também!




12 de junho de 2011

A primeira experiência

      Em um blog sobre minhas experiências ao longo do curso de Psicologia a primeira publicação não poderia ser sobre outro assunto senão as primeiras sensações dessa nova jornada.
     Os primeiros dias de aula não foram nada fáceis. Conseguir embarcar em um novo modo de pensar, sentir e viver, encontrar coerência no pensamento dos professores a princípio, parecia-me praticamente impossível a ponto de me fazer pensar em desistir sem ao menos ter começado. Porém, chegando ao fim desse semestre não me espanta ter me assustado e duvidado de minha escolha quando tudo aquilo que me era apresentado parecia tão complexo e "intocável" ao mesmo tempo em que se mostrava tão real e presente em nossas vidas.
    Passados esses primeiros momentos, após muitas horas de dedicação lendo e interpretando todos os textos indicados pelos professores, participando de todas as aulas e grupos de estudo, recorrendo a colegas que pudessem ter uma visão diferente e talvez até mais apurada que a minha, pude compreender melhor e começar a aproveitar e apreciar cada palavra e cada ensinamento que me eram apresentados.
     Acredito que muitos daqueles que iniciaram o mesmo curso passaram por situações parecidas, com maior ou menor intensidade. Estou certa também de que aqueles que iniciarão sua jornada enfrentarão sensações parecidas e espero que estes possam encontrar conforto ao saber que sentir um pouco de insegurança faz parte desse processo de formação e que outras pessoas também passaram por isso, segurança que senti ao conversar com colegas e perceber que tudo aquilo era normal.